Há muito tempo não me sinto à vontade para postar nada aqui nesse meu blog que se tornou abandonado por um vício tortuoso que comecei a sentir de tal maneira como se fosse explodir meu coração, aliás explodiu e espedaçou tudo que um dia poderia ser de verdade, mas hoje depois de assistir a um filme um tanto quanto adolescente senti vontade de expor aqui mais uma vez sentimentos obscuros que talvez já não caiba mais dentro de mim. O que sentimos de uma forma geral está sempre tão escondido dentro de nós que quando sai não conseguimos de fato avaliar o que é ou o que pode realmente ser, sentimentos que depois de aflorados preferiríamos que jamais tivessem saído de seu buraco negro, mesmo que a solidão nos faça menor ou nos faça ser dor, quando um sentimento ''real'' e verdadeiro existe na verdade quase sempre acaba em door para algum dos dois lados, pode-se fazer feliz por momentos instantes inesquecíveis, irreversíveis, momentos em queríamos sentir a todo momento, talvez meu erro, aliás, com certeza meu erro, querer, desejar, viciar, loucamente desejando todos os segundo a proximidade, a chama a paixão o amor em vão. Antes de me atrever a publicar meus sentimento para qualquer visão sadia poder conhecer, saíram de dentro de mim pelo menos algumas dúzias de páginas. Foram escritas a meu próprio punho, as folhas de um caderno de desenho, sem linhas, foram tomando formas e se tornaram cheias de sentimentos e de lágrimas, na grande maioria de suas páginas são dor, onde o amor prevalece solitário e triste transformado em sofrimento, em vontade não alcançada, em objetivo longínquo e cada vez mais distantes, por erros talvez só meus, ou pelo menos meus na sua totalidade, o que posso fazer se não consigo prender em minha garganta palavras esperando a hora certa para ser proferida, e nem consigo segurar as batidas do meu coração quando as mesmas aceleram-se sem motivos aparentes, basta que meus pensamentos me levem para perto de quem eu queria estar para o meu corpo apresentar os mais distintos sinais de satisfação como se eu fosse obrigada a me contentar somente com isso porque você não consegue me oferecer mais, além daquilo que eu preciso para me sentir segura o suficiente para entregar-lhe o que sou de melhor, mas quem foi que disse que é fácil.
Esses dias em um breve almoço com minha mãe em meio a papos gostosos e lembranças maravilhosas, me peguei observando um casal, conhecia o moço, um amigo, observei que durante todo o momento de almoço percebi que o casal não trocara nenhuma palavra não comentavam o movimento do shopping, nem a disposição das mesas a sua volta e nem sequer a demora da entrega de suas comidas, nem que chegou fria, e nem mesmo como sua companheira está linda, nem em como a roupa ficou bem para ele, parece que nem pensavam em estar fazendo amor em sua plenitude ali mesmo em cima daquela mesa, confirmando o amor entre eles e a paixão ali mesmo. Então parei para pensar será que sou uma extraterrestre nesse mundo, só eu tenho palavras infinitas e papos inacabáveis, só eu quero contar e quero saber como foi o dia, só eu tenho o que reclamar e o que elogiar, só eu tenho pressa em acabar de comer para que possamos estar juntos e nus em algum lugar que não importa rodeada por horas que não se acabaram até que terminemos tudo, como será estar com quem eu quero exatamente agora sussurrando coisas confidencias em seu ouvido tocando seu coração, o quero perto de mim agora ouvindo essa chuva envolvida por seus grandes braços, atracada em seu abraço, sem querer sair nem por um segundo, sem medo, sem vergonha, sem falta, tudo que preciso é estar ali e o mundo pode até parar de girar e se for com a graça de Deus, nem precisa amanhecer e nossas obrigações nem precisam ser as obrigações, passando a ser a obrigação que desejamos estar ao lado um do outro, por completo com tudo que tem e que deve ser, afastando o medo e ficando apenas com o desejo e com a vontade, paixão e quem sabe amor. Me diga de que tens medo?
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